A minha infância na Venezuela

Fevereiro 12, 2021 Zita Rocha No comments exist

A minha infância na Venezuela

11 Fevereiro 2021

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Escrito por Zita Rocha

De criança imaginativa a mulher que fez dessa criatividade profissão, a minha história é marcada pela curiosidade e pela vontade incansável de saber mais e mais.

Vim para Portugal quando tinha já 13 anos, em adolescente. Passei a minha infância na Venezuela – uma realidade que, aliás, deve ser comum a várias famílias emigrantes portuguesas. Foi uma altura muito feliz. De lá, trouxe comigo memórias de muito calor, no ambiente e nas pessoas. Lembro-me de a vida estar repleta de paixão e de um sentimento partilhado de comunidade e de alegria. Estranhei bastante o frio português, no ambiente e nas pessoas. Não na forma como me receberam, mas na melancolia que faz parte do povo lusitano, daquela que inspira o fado. Adoro Portugal, é agora a minha casa e a casa da minha família. Mas, por vezes, ainda tenho saudades do abraço que era a Venezuela.

Eu e a minha mãe, na Venezuela
Eu e o meu pai, na Venezuela

Penso que fui – e ainda sou – o que apelidariam de maria-capaz. Faz parte de mim uma certa curiosidade natural que me leva a querer aprender sempre mais sobre as minhas paixões. O meu gosto pelo basquetebol, por exemplo, cresceu em mim enquanto jogadora e culminou quando me tornei treinadora de uma equipa de jovens jogadores. Na decoração de interiores, essa qualidade manifesta-se na minha necessidade de conhecer a casa por dentro e por fora, desde o gosto em aprender como se instalam candeeiros até à descoberta de novas estéticas e filosofias, como o feng shui.

Recordo-me bem de, ainda pequena, preferir criar as minhas próprias bandoletes. Comprava o tecido, a espuma, os adereços e punha as mãos à obra. É uma imagem de mim que gosto de ter presente. É fácil esquecermo-nos dos sonhos e ambições que as crianças que um dia fomos tinham para nós. Então, muitas vezes, penso nessa menina criativa, que fazia questão de personalizar os acessórios à sua medida. E penso no quanto dela vive ainda em mim, enquanto crio lares à medida de cada um dos meus clientes.

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